Pina Bausch Tanztheater Wuppertal no Teatro Alfa

Pina Bausch Tanztheater Wuppertal no Teatro AlfaPina Bausch reinventou a dança-teatro quando começou a trabalhar na cidade alemã de Wuppertal, na década de 1970. Muitos tentaram imitá-la, mas a intensidade e a integridade de seu trabalho fazem de sua dança uma obra única.

À composição coreográfica ela somou o universo de experiências humanas de seus bailarinos para desenvolver um teatro dançado, que consegue envolver plateias de todas as culturas. Para criar seus espetáculos, ela estimulava o elenco a improvisar a partir de memórias de infância, desejos e angústias próprios de cada um. Por meio do subjetivo, conseguiu chegar às questões universais que movem a existência e certamente sua obra continuará sensibilizando as gerações futuras.

Nascida em 27 de julho de 1940 na cidade de Soligen (Alemanha), passou a maior parte de sua infância no hotel-restaurante de seus pais. Ela começou a estudar dança aos 14 anos, sob a supervisão de Kurt Jooss (1901-1979), na Escola Folkwang, em Essen. Um dos precursores da dança-teatro, Jooss misturava fundamentos do balé clássico com a dramaticidade da dança expressionista.

Pina sucedeu Jooss na direção artística do Ballet de Folkwang, quando ela voltou de Nova York, onde estudou na Juilliard School of Music, chegando a dançar no New American Ballet. Em 1973, tornou-se diretora do centro artístico da cidade de Wuppertal, onde acabou fundando sua companhia. Polêmico de início, seu estilo de dança consagrou-se como uma das mais instigantes expressões da arte cênica mundial.

O espetáculo Nefés estreou em 2003 e é inédito no Brasil. O título, no idioma turco, significa “respiração”. Artista capaz de criar um “teatro do mundo”, profundamente enraizado no conhecimento intuitivo da natureza humana, Pina Bausch concebeu uma série de obras inspiradas em diferentes países.

Em meio ao jogo de sombras e luzes sobre o Bósforo, as cores e os odores de Istambul, o cruzamento de crenças da cultura turca, nasceu Nefés – inspiração e expiração de ritmo misturado a humor, sensibilidade e poesia, em um conto bauschiano de mil e uma noites.