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(flashes da entrevista)
Qual sua formação na RL "Real Life" e SL "Second Life"? (pois é possível estudar dentro do second life)
Na vida real sou formada há 6 anos em Design Digital e desde então, trabalho na área de marketing e criação em uma empresa de Distribuição de Informática. Na vida real, faço todos os tipos de trabalhos relacionados a design para web e impressos, dentro do universo da informática (partes e peças).
Olá leitores.
Começo aqui a reportar assuntos relacionados à
tecnologia. Principalmente sobre a arte nos metaversos. Metaverso
é a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo
virtual
que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais, não
necessariamente de imersão, ou seja, que desloquem os sentidos de uma
pessoa para esta realidade virtual.
A primeira entrevistada é Thereaver Berrymore, designer e editora da revista InnerWorld. Avatar nascido no Second Life ® em 05 de janeiro de 2007.

Qual sua
formação na RL e SL? (pois é
possível estudar dentro do second
life)
Na
vida real sou formada há 6 anos em Design Digital e desde
então, trabalho na área de marketing e
criação em uma empresa de
Distribuição de Informática. Na vida real,
faço todos os tipos de trabalhos relacionados a design para
web e impressos, dentro do universo da informática (partes e
peças). No Second Life encontrei a possibilidade de criar
qualquer coisa e exercitar o olhar com formas humanas, paisagens, luzes
diversas, além de temas infinitos. Finalmente poderia
trabalhar com outro tipo de assunto que não fossem monitores,
placas-mãe, processadores hehehe. Também
dentro do Second Life, além de ter aprimorado o senso para a
fotografia, comecei a trabalhar com modelagem em 3D. Fiz
através do Second Life, por 3 meses, duas vezes por semana, um
curso de Blender.
Quando surgiu a ideia de editar uma revista
tão exclusiva, qual sua inspiração e como
é seu processo criativo? cite seus associados, se
puder.
No
começo de 2007 fui convidada a assumir o design de outra
revista brasileira dentro do Second Life, a SexyLife. Fiz parte da
equipe durante alguns meses, até que na metade do ano deixei o
projeto por cansaço e problemas de saúde na RL. Por
volta de agosto, já recuperada, Ananda Valeeva --
que já era minha amiga e que tive o prazer de conhecer o lado
profissional quando trabalhamos juntas na SexyLife - me convidou para
fazer parte de um sonho dela. Ananda sonhava com uma revista
própria dedicada à arte, cultura, moda e atualidades.
Ananda me convidou para ser fotógrafa e a responsável
pela arte visual da revista que se chamaria InnerWorld Magazine. Sem
Ananda a revista não existiria, provavelmente eu sequer
estaria mais no Second Life hehehe. Ela é a idealizadora de
tudo.
A
criação é 100% fruto de minha mente
desvairada. Desde que comecei com a revista, parei de ler muitas dentro
do SL, pois não queria ser influenciada na arte. Se hoje eu
vejo alguma, certamente é referencial do que NÃO
FAZER.
Qual é o diferencial de se
trabalhar com arte dentro do metaverso e fora
dele?
A
mágica é que dentro do Second Life se pode tudo,
absolutamente tudo! Assim como para mim foi a chave para criar, pois eu
só trabalho com peças de computador, muitas pessoas
descobriram dentro do Second Life outros dons, de
construção a fotografia, sem esquecer dos scripts. O
Second Life instiga as pessoas a criarem e a aprenderem a usar outros
softwares (como o Photoshop ou Blender). São pessoas comuns,
que começam a construir, esculpir obras de arte, e surgem
então artistas fenomenais - um dos exemplos que amo é
Suzanne Graves e que estamos em negociações para que
logo exponha suas lindas obras em Surya Isle, na sede da Revista
InnerWorld.
Como, você sente que, o estrangeiro
vê o artista brasileiro em ambientes assim? e o
brasileiro?
Através
da revista tenho tido muito mais contato com artistas de diversos
países. Eles ainda ficam surpresos quando conhecem outros
brasileiros empenhados em fazer arte dentro do Metaverso. Infelizmente
a maioria estrangeira ainda tem receio de brasileiros por conta dos
inúmeros casos de uso de copy bot. Isso é sem
dúvida uma barreira para que eles nos conheçam melhor
e saibam que há brasileiros fenomenais criadores, lojistas,
artistas ...
Existem
MUITOS brasileiros dentro do Second Life. Se não é engano,
somos já o segundo país no ranking de
usuários do Second Life. Porém infelizmente poucos
deles sabem ou entendem o quão o Second Life pode ser
benéfico na área das artes. Poucos são os
brasileiros que se aventuram a criar arte aqui dentro, ou expor
talentos reais dentro do Metaverso.
Qual a sua visão sobre arte/cultura
nos metaversos?
Como
eu disse antes, as possibilidades são infinitas. A web desde
seu surgimento tornou-se um meio formidável para a
exposição de arte digital, seja ela fotografia,
animação, poesia, qualquer tipo de arte. Podemos
encontrar na internet inúmeros sites para
publicação de materiais pessoais, como
álbuns virtuais de fotografia. A web é a melhor
vitrine para quem quer mostrar seus trabalhos. Um metaverso
independente de qual, é apenas mais uma vitrine com
imersão total. Através do Second Life (e outros
metaversos) podemos visitar exposições em museus
variados, em qualquer parte do mundo, conhecer artistas e nós
mesmos sermos escultores, pintores, fotógrafos
...
O
que você diria a quem está lendo pela primeira vez
sobre arte e cultura nos metaversos?
Comparo o Second Life
(e qualquer outro Metaverso) à caixa de Pandora. Segundo o
Wikipedia, ‘a caixa de Pandora é uma
expressão muito utilizada quando se quer fazer
referência a algo que gera curiosidade, mas que é
melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a
mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. Esta
expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi
enviada com Pandora a Epimeteu’. Só que um metaverso
é uma caixa cheia de maravilhosas ferramentas para se criar um
mundo inteiro, sonhos, fantasia, há lá dentro
conhecimento, crescimento, vida.
endereços eletrônicos.
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